22 setembro 2005

Deus existe - PROVA

Há duas provas diretas:

1.

Quantos homens passaram pela Terra desde o princípio até hoje? Centenas de bilhões? Trilhões?

Não existiu nem antes, nem depois Dele, ninguém como Jesus de Nazaré.
Ninguém tão grandiosamente amoroso. Ninguém tão Amor. Ninguém tão santo.

Tão grande que refutou a Lei do Talião com o argumento mais poderoso. "Dá a outra face".
Jesus foi e é Amor. Por isso não se vai a Deus senão por Ele. Por isso Ele é o Caminho.

Porque Deus é Amor.

Esse ser único entre os homens reconheceu com a própria vida que Deus existe. O Seu Pai.
O Amor Pai do Amor vivo, humanizado em Jesus. Então, Deus existe.

2.

Deus é Amor.

O Amor não é menor que Deus porque Deus não poderia ser igualado a algo menor que Ele, e, Deus não é menor que o Amor ou não seria Deus.
Então, o Amor é Deus.

Como todo mundo sabe, o Amor existe. Todo mundo vê.

Logo, Deus existe.

c.q.d.

18 setembro 2005

ORAÇÃO

O que é orar? Pedir, agradecer, desabafar, louvar, prometer? Tudo isso e mais.
Orar é colocar as emoções e os sentimentos diante de Deus, para Deus.
Com, em, por, de, para Deus.
Orar é antes de tudo afirmar-se crente e como tal, pertencente a Deus.

Ser Dele. Mesmo que possa parecer que Ele não quer.

Orar é o único Poder Humano porque só depende da vontade do Homem. E é a única forma de reconhecer Deus como o único Poder. É o único contrato.

É na oração que se É. Que maravilha! Deus disse: Eu Sou. Na oração eu também Sou. Logo, a oração me põe em Deus.

É por isso que existem os mosteiros e conventos. É o Homem querendo Ser. Porque ali a oração é o princípio, o meio e o fim.

É imprescindível ter fé para orar e é imprescindível orar para ter fé.

A oração se apresenta em fórmulas e contra-fórmulas. É silenciosa mas pode não ser. É muda ou não. É a qualquer hora, em qualquer lugar. No jejum é a toda hora e em todo lugar. No trabalho, no ócio. E não é preciso interromper nem um, nem outro. É durante, e de preferência, fazer de qualquer ato uma forma de oração.

Deus se apresenta durante a oração. Este texto é uma oração.

Quando se ora assim, junto de outro, o poder se multiplica na razão direta dos participantes.

Oremos.

PENITÊNCIA

Penitência no conceito corrente envolve a idéia de pagar por um erro. Daí a palavra "penitenciária". Auto flagelação sob a ótica religiosa. Expiação dos pecados. Um conceito mais amplo e moderno implica no conhecimento do conceito contemporâneo de "caridade".
Enquanto a caridade tradicional é dar por temor a Deus, a autêntica caridade é doar expontâneamente por puro gosto e prazer, em perfeita sintonia com o divino, em Deus.

Já a penitência é a caridade contra a vontade. É a caridade com sofrimento, sacrifício, "pena". É um exercício para o desenvolvimento da estamina moral. Quer dizer, é um aprender a dar, apesar da dor, para internalizar o gesto e, sem travestir, transformar a dor em prazer. Muito difícil, mas não há como se chegar a viver a caridade autêntica sem passar pelo aprendizado da penitência ampla.
O egoísmo é da natureza animal, é mecanismo de sobrevivência.

Ainda é verdadeira penitência manter-se longe do prazer pessoal - a menos do prazer pessoal que a caridade genuína traz. Porque quando se dá algo a si mesmo falta-se de dar ao outro. Que é a própria penitência. I.e., fere-se a penitência ao cuidar-se de si mesmo. Significa que em estado de penitência eu não existo, só o outro.

Então, penitência é serviço.

Este blog é um ato penitencial, por isso logicamente é assinado, o Penitente.

Contudo, é preciso estar alerta ao oponente principal da penitência. A vaidade.

Diferentemente do jejum que é atacado pela gula disfarçada de necessidade, a penitência liberta nosso orgulho e vaidade, porque gera força imediata no penitente. Não é difícil experimentar uma sensação de superioridade já que o estado geral do outro não é de penitência. Ardilosa, a vaidade engendra armadilhas contra a humildade que deve acompanhar a penitência. A vaidade causa falsa sensação de alívio da dor provocada pelo ato penitencial. Toma assim o lugar da humildade, esta sim, o lenitivo perfeito.

JEJUM

Tem-se como significado corrente para jejum, a abstinência de alimentos. Mas jejum é algo maior que isso. Pense no jejum com ENTENDIMENTO mais amplo: a parcimônia na absorção de tudo que te envolve, na ingestão do teu entorno.


Na ânsia de digerir a vida, tudo é alimento. Da emoção positiva do outro até o pôr ou nascer do sol, tudo vira comida. O homem é como um buraco negro que suga tudo que se aproxima e expele tudo o que seu organismo rejeita.

O verdadeiro jejum deve de ser visto sob a perspectiva da gula pela vida.

No verdadeiro jejum deve ser absorvido só o estritamente necessário para o momento seguinte. Seja alimento, seja informação, tudo o que for passível de captação.

Para além da austeridade em captar, o legítimo jejum tem também o seu reverso . Assim como o organismo absorve tudo o que pode, rejeita em si tudo o que não convém. Vomita o que não lhe presta. No verdadeiro jejum, para tudo o que se expele observa-se um critério. Somente o que é indispensável a todo o OUTRO é o que pode ser "expelido" em sua presença. Para que isso ocorra, é preciso consumir o estritamente necessário afim de que não se produza dejetos indesejáveis, e poder expelir de si aquilo de que o outro prescinde e se aproveita. Imagens, palavras, gestos, emoções, a si mesmo. O dejeto indesejável deve acontecer na contrição* para que não intoxique o outro.

Ficar sem se nutrir absolutamente, por completo, só cabe pelo tempo o bastante para uma desintoxicação de choque. De 24 a 48 horas de abstinência bastam. Isto é bom para se ter clareza quanto ao que se vai absorver até que o jejum verdadeiro acabe. Pode-se e é desejável voltar à abstinência total periodicamente, sempre que necessário, dentro do mesmo jejum.

O jejum de Jesus, o Cristo, precisou de quarenta dias, não porque quarenta dias estavam predeterminados mas porque ao cabo do 40º dia os anjos lhe serviram.
O jejum verdadeiro não tem data para terminar. Acaba quando se é servido por Deus daquilo que urge. Acaba com o término da angústia. Termina na Plenitude.


*contrição - é o reconhecimento do lixo que carregamos e que eliminamos a sós, em silêncio e em ambiente isolado. E esse ambiente também deve ser limpo. Os religiosos chamarão ao ato: purificação. Os clínicos de esterilização da área de operações.

03 setembro 2005

Apresentação
















Minha velhice não chegará bem se eu não te servir. Fala comigo, apresenta o teu problema e eu te apontarei a solução.